Editora: Suma de Letras
N° de páginas: 526
Gênero: Ficção Americana - 1991 (última edição 2005)
Preço: R$44,98*
Leitura: Rápida - Média - Demorada
* Preço da promoção do submarino que não existe mais.
Resenha do livro um aqui. Resenha do livro dois aqui.
Sinopse: Com este novo título da saga épica "A Torre Negra", entramos mais uma vez no reino de uma das imaginações mais poderosas de nossa época: a do escritor norte-americano Stephen King. Neste romance emocionante, Roland, o último Pistoleiro, se aproxima ainda mais da Torre Negra de seus sonhos e pesadelos - atravessando um deserto amaldiçoado em um mundo macabro que é uma imagem distorcida do nosso próprio mundo. Junto com Roland estão dois daqueles que ele levou consigo para esse universo: o ex-viciado nova-iorquino Eddie Dean e Susannah, nova identidade da mulher que combina em um mesmo corpo duas personalidades distintas. À sua frente estão as extraordinárias revelações sobre quem ele é e o que o motiva em sua busca. E contra ele se perfila uma legião cada vez mais numerosa de inimigos, humanos ou não.À medida que o ritmo da ação e aventura, da descoberta e do perigo se acelera cada vez mais, o leitor é irremediavelmente absorvido por um drama espetacular ao mesmo tempo assustador como um pesadelo... e estranhamente familiar. Inspirada no universo imaginário de J.R.R. Tolkien, no poema épico do século XIX "Childe Roland à Torre Negra Chegou", e repleta de referências à cultura pop, às lendas arturianas e ao faroeste, a Coleção A Torre Negra mistura ficção científica, fantasia e terror numa narrativa que forma um verdadeiro mosaico da cultura popular contemporânea.É pessoal! Aqui estamos com uma resenha de mais um livro da saga de Roland em sua busca à Torre Negra. Nesse post, eu não vou falar da diagramação do livro, pois eu já falei antes, mas eu também não vou poder falar muito da história. Esta por sua vez é completamente surpreendente e cheia de revelações então eu não sei até que ponto eu posso falar dela sem dar spoiler. Se vocês perceberem, até a própria sinopse é meio vaga. Assim, eu vou falar bem mais do estilo de escrita que o autor utilizou para compor esse volume de sua obra do que da história em si. Mas antes, é sempre bom voltar um pouco com o nosso relato para o finalzinho do segundo livro da série para dar um ar de continuidade. Caso você não tenha lido este livro e não gosta de spoiler, não clique no botão abaixo.
As Terras Devastadas é dividida em dois "livros". Livro um: Jake - Medo num punhado de pó; e Livro dois: Lud - Um monte de imagens quebradas. O livro um começa quando Roland, Eddie e Suzannah saem da praia e continuam seus caminhos por uma floresta. Na mesma, eles descobrem um segredo que até mesmo Roland achava ser uma lenda, mas que agora se comprovava. E é claro, esse segredo é a chave para o caminho para A Torre Negra.
Nesse primeiro livro, eu encontrei a primeira partezinha de terro dessa história. Quer dizer, alguns vão dizer que não é bem terror, mas me deixou com bastante medo ahahaha. Bem, eu acho que eu teria mergulhado mais profundo nessa parte se eu a lesse de uma vez só, o que não aconteceu. Ela é bem grande, então eu li em dois dias, o que quebrou um pouco do ambiente criado pelo autor. Embora o medo, está entre as melhores páginas do livro!
O desenrolar da história, infelizmente, como eu já tinha dito, eu não posso contar. Nesse volumo, Roland e seus novos companheiros, irão encontrar muitos monstros e pessoas que farão de tudo para dificultar a caminhada do grupo. Nesse livro, o leitor encontrar algumas respostas acerca da série, mas poucas, não todas.
Talvez não seja todo mundo que pudesse pensar assim. Contudo, durante a leitura da segunda parte do livro, para mim, Lud seria como a maioria das pessoas do final da década de 1980 pensavam que seriam as cidades no futuro. É claro que no sentido tecnológico, com sofisticadas máquinas governando toda a cidade.
Ao longo da narrativa, o autor usou de diversas adivinhações para compor a história. Tornando-a mais leve e até divertida. A minha preferida é essa:
"O que é o que é,
que corre mas não anda,
tem boca mas não fala,
tem um leito mas não dorme,
tem cabeça mas não chora?"
Uma coisa que me intrigou durante o livro todo foi essa capa. Eu olhava para ela e pensava "nossa, essa capa é feia e ainda por cima não tem nada a ver com o livro". Aí, no último capítulo, quando eu estava pensando em como eu faria essa resenha, eu fiquei olhando para ela durante um bom tempo e finalmente me ocorreu o que ela significava! Eu achei impressionante a associação da mesma com a história, mas continuo achando essa capa feia. rsrs'.
Bom, falemos um pouquinho da escrita do autor, Stephen King. Quando eu li o meu primeiro livro dele, Sob a Redoma, eu tive um contato com uma forma desafiadora de narração que colocava os personagens em uma situação de ameça que deixava o leitor super apreensivo rendendo comentários durante a leitura do tipo: "Não acredito que ele fez isso!Não! Eu devo ter lido errado! Minha nossa ele fez mesmo isso!". Eu senti muita falta desse tipo de acontecimento durante os dois primeiros livros da série. Mas nesse as coisas foram diferente. A forma com que King constrói essas situações é perfeita! Outra coisa que me fez gostar muito desse livro foi a forma que o autor ligou os personagens e os acontecimento no mundo de Roland com o mundo de Jake, o que o próprio Pistoleiro chama de Ka-tet (que seria uma interligação de destinos).
Eu gostei muito desse livro, mesmo. O livro é surpreendente e cheio de fatos que fazem com que o leitor não acredite no que está acontecendo de tão surreal ou surpreendentes, ou ainda fatos que coloquem os personagens em situação desafiadora, como já havia dito, deixando-nos com uma vontade voraz de terminar aquela parte para saber o que acontece. Esse volume me agradou em tudo, acho que eu posso dizer que agora finalmente a série me ganhou e estou finalmente curioso para saber o que acontece nos outros livros, uma vez que neste King libera algumas informações acerca da história, mas não todas, deixando-nos muito curiosos.
